ÁSIA:  Dados comerciais da China de setembro mostrando quedas mais acentuadas do que o esperado nas exportações do país nominados em dólar e uma queda inesperada nas importações provocaram muita volatilidade nos mercados asiáticos que fecharam sem direção nesta quinta-feira.

As exportações da China caíram quase 10% em dólares e as importações mergulharam 1,9% em relação ao ano anterior. Em termos de yuan, as exportações caíram 5,6% em termos homólogos, enquanto as importações aumentaram 2,2%. Mercados chineses do continente ignoraram os números e o Shanghai Composite subiu 0,09%, enquanto o Shenzhen Composite ganhou 0,24%, depois de escorregar brevemente para território negativo. Em Hong Kong, o índice Hang Seng permaneceu sob pressão e caiu 1,61%.

Na Austrália, o ASX 200 caiu pelo segundo dia consecutivo e fechou em queda de 0,71%, pressionada por ações ligadas às commodities e um declínio de 1,1% no setor financeiro, com especulação à respeito das taxas de juros. Nomes como BHP Billiton e Rio Tinto cairam 2,9 e 2,7%, respectivamente, depois que analistas do Citi juntaram-se ao staff do banco de investimento UBS, desvalorizando as ações das mineradoras para vender, alegando que os fluxos de capital de volta aos EUA, sob perspectiva de novos aumentos das taxas de juro, terá um efeito inverso sobre os preços das commodities e que as mineradoras australianas continuarão a ter fortes ventos contrários.

Enquanto as mineradoras recuaram, BlueScope Steel subiu 6,2% depois que os futuros de aço na China avançaram para uma alta de cinco semanas, com expectativa de aumento crescentes nos estoques após o longo feriado do Golden Week. A minuta da reunião de setembro do Fed enviou o dólar para o seu nível mais forte desde março e Wall Street recuou ligeiramente e fechou sem direção. A ata mostrou o quão perto está a alta das taxas, o que levou os investidores a manter dezembro como a data provável para a próxima subida.  Como resultado, os quatro grandes bancos caíram, pesando sobre o índice geral. O dólar australiano perdeu 0,5 % para buscar US0, 754.

Na Coreia do Sul, o Kospi terminou em baixa de 0,9%, apesar das ações da Samsung Electronic subirem 1,43%. Na quarta-feira, a Samsung cortou sua meta de lucro operacional do terceiro trimestre em 33%, para 5,2 trilhões de wons (US $ 4,66 bilhões), refletindo o impacto do recall de seu smartphone Galaxy 7. Na terça-feira, a Samsung havia anunciado que iria interromper a produção e vendas do Galaxy propensa a pegar fogo em sua bateria. O Banco da Coreia manteve as taxas de juros constantes em 1,25% pelo quarto mês consecutivo, em meio à preocupações com o aumento das dívidas das famílias coreanas. O won coreano se enfraqueceu contra o dólar, sendo negociado a 1,134.60, abaixo de 1.120 da semana passada.

O índice de referência japonês Nikkei 225 fechou em queda de 0,39%, provavelmente pesada pelos dados comerciais da China e um iene mais forte contra o dólar, sendo negociado a 103,79, ante níveis acima de 104.

Na Tailândia, o SET caiu 2,50%, permanecendo sob a pressão após notícia de que rei tailandês Bhumibol Adulyadej de 88 anos, permanece em condições médicas instáveis após tratamento de hemodiálise.  O SET caiu quase 6% na sessão de quarta-feira, seguindo quedas em dias anteriores, preocupados com saúde do rei.

EUROPA:  As bolsas europeias operam em baixa, seguindo a onda de vendas provocada pelos dados econômicos chineses, destacando preocupações com a desaceleração do crescimento da segunda maior economia do mundo, associada a minuta da reunião de setembro do Fed, sugerindo que as autoridades americanas estão próximos de elevar as taxas de juros.

O Stoxx Europe 600 recua 0,95%, indo em direção ao seu menor fechamento desde o início de agosto, liderada por uma queda de quase 2% no grupo de materiais básicos, após dados mostrarem números da balança comercial chinesas pior do que o esperado em setembro. A China é o principal comprador dos metais industriais e preciosos.

No Reino Unido, o FTSE 100 cai, pesado pelo recuo das mineradoras. Rio Tinto despenca 4,1%, BHP Billiton recua 3,96%, enquanto Anglo American cai 2,88% e Glencore desvaloriza 0,95%. Em sentido contrário, a produtora de ouro, Randgold Resources avança 1,59%, seguindo a alta do ouro, impulsionada pela perspectiva da alta em breve pelo Fed.

Na França, o CAC 40 também recua, pressionada pela produtora de metais francesa Imersys e pela produtora de aço ArcelorMittal .

EUA:  Os futuros de ações dos EUA apontam para uma queda na abertura, com os investidores analisando dados do Federal Reserve e dados econômicos chineses. Historicamente as baixas taxas de juros ajudaram os mercados de ações e outros ativos de riscos e o aumento da taxa poderia ajudar a decretar o fim dessa tendência, ao mesmo tempo que o aumento da taxa seria um sinal de confiança na economia dos EUA.

Na agenda econômica, esta prevista  a leitura das solicitações de seguro desemprego às 9h30, ao mesmo tempo em que se espera o relatório sobre preços de importação e de exportação dos EUA.
Frente ao Fed, o presidente do Fed de Filadélfia Patrick Harker deve falar sobre as perspectivas econômicas no Conselho de Assuntos Mundiais da Filadélfia e o presidente do Fed de Minneapolis Neel Kashkari deve falar na Universidade de Montana.

ÍNDICES FUTUROS – 7h30:
Dow:  -0,56%
SP500:  -0,59%
NASDAQ:  -0,62%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

via HARAMOTO

RESENHA DA BOLSA – QUINTA-FEIRA 13/10/2016