ÁSIA: Em mais um pregão com vários mercados fechados em comemoração à Semana Santa, os mercados que abriram na Ásia, fecharam sem direção nesta segunda-feira, apesar da revisão para cima do PIB dos EUA alimentar expectativas de uma recuperação estável na maior economia do mundo.

No Japão, o Nikkei fechou em alta de 0,77%, a 17,134.37 pontos, enquanto do outro lado do estreito coreana, o Kospi fechou praticamente estável com uma ligeira perda de 0,06%, em 1,982.54 pontos, enquanto os mercados chineses caíram no fim do pregão, com o Shanghai Composite revertendo os ganhos iniciais e recuando 0,72%, em 2,957.84 pontos, enquanto o Shenzhen Composite caiu 0,55%.

Na China, o lucro das maiores empresas do setor industrial tiveram um crescimento de 4,8% nos dois primeiros meses de 2016, ante igual período do ano passado, quebrando uma sequência de sete meses de quedas. Em dezembro de 2015, os lucros das indústrias tiveram queda de 4,7% na comparação anual. Em todo o ano passado, os lucros caíram 2,3% ante 2014. Autoridades atribuíram o mais recente crescimento no lucro a um avanço nas vendas e um declínio mais brando nos preços nas fábricas. Nos dois primeiros meses do ano, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da China recuou 5,1% na comparação com igual período do ano passado, enquanto em dezembro, essa queda anual havia sido de 5,9%.

Apesar da recuperação, parte do crescimento do lucro industrial foi resultado de uma base menor ante o mesmo período do ano passado. Os lucros industriais em 2015 avançaram apenas 0,4 ponto porcentual, na comparação com igual período de 2014 e o setor industrial chinês ainda enfrenta dificuldades, como o excesso de capacidade e problemas especificamente no setor de mineração.

Promotores imobiliários chineses caíram depois que algumas das maiores cidades do país introduziram restrições imobiliários. Em Xangai, os preços de casas novas subiram 21% em fevereiro ante o ano anterior e na semana passada tornou-se a primeira grande cidade a apertar os requisitos de compra de residência. Shenzhen, onde os preços de moradias novas saltaram 57% ante o ano anterior, também divulgou novas medidas para estabilizar mercado imobiliário da cidade, incluindo a obrigatoriedade de pagamento de pelo menos 40% para alguns compradores.

Entre os dados econômicos divulgados, a China registrou um déficit comercial de serviços de $ 16,0 bilhões em fevereiro, abaixo de $ 20,7 bilhões em janeiro. O superávit comercial de mercadorias da China foi de 25,9 bilhões no mês, em comparação com um excedente de 55,7 bilhões em janeiro. Em fevereiro, a China registrou um excedente comercial de serviços e mercadorias de $ 9900000000 no mês, bem abaixo de US $ 35 bilhões de janeiro.

No mercado cambial, uma nova força do dólar ajudou a empurrar para baixo o iene, com o par sendo negociado a 113,52, ante 113,04 da sexta-feira. Segundo especialistas de mercado, os fluxos de repatriação fiscal de fim de ano, cujo ano fiscal termina em 31 de março no Japão, poderá limitar o par dólar/yen de se mover para cima. Exportadores japoneses terminaram a sessão em alta. Toyota subiu 0,7%, Nissan avançou 0,92% e Honda adicionou 0,55%. Normalmente, um iene mais fraco é um positivo para os exportadores, uma vez que aumenta os seus lucros no exterior quando convertidos em moeda local.

O dólar australiano subiu em relação ao dólar, negociado a US $ 0,7525 no horário local, não muito longe dos $ 0,7533 da sexta-feira, enquanto o yuan chinês fechou quase plana em relação ao dólar, com o par dólar/yuan sendo negociado em 6,5143.

A força do dólar pode apoiar a ideia de que a Reserva Federal poderia considerar seriamente a uma alta das taxas de juros em sua reunião de abril, reforçando o pensamento de um punhado de autoridades do Fed que disseram na semana passada que poderia haver uma alta das taxas poderia em breve.

Futuros do petróleo nos EUA subiram e os players na Ásia fecharam misturados. Inpex caiu 0,41%, Fuji Oil subiu 2,14% e na China continental, Sinopec adicionou 0,31%.

Esta prevista para esta semana a divulgação de uma série de dados importantes como a pesquisa Tankan de sentimento de negócios do Banco do Japão e os números de manufatura chinesa de março, que deve dar aos investidores uma leitura sobre o estado da segunda maior economia do mundo.

Analistas preveem uma ligeira melhoria neste mês, esperando uma alta para 49,3, melhor que os 49,0 de fevereiro e que o índice privado da Caixin/Markit melhore a 48,3, ante 48,0 no mês passado, quando o setor industrial da China manteve-se teimosamente fraco. A produção no mês passado pode ter sido prejudicado pelo fechamento de fábricas devido feriados de uma semana do Ano Novo chinês”.

Mercados da Austrália, Nova Zelândia, Hong Kong permaneceram fechados hoje.

EUROPA:  Os mercados europeus permanecem fechados por conta do feriado da Semana Santa.

FUTUROS EUA: Os futuros de ações dos EUA indicam um início mais firme para Wall Street na segunda-feira, rastreando a alta do petróleo, dados da Baker Hughes mostrando na quinta-feira, uma queda no número de plataformas de petróleo americanas ativas e dados da sexta-feira mostrando que a economia dos EUA cresceu a uma taxa anual ajustada sazonalmente de 1,4% no quarto trimestre, em comparação com uma estimativa anterior de crescimento de 1%.

Analistas lembram que alguns dados fracos de os EUA no início deste ano levantou temores sobre uma possível recessão mas essas preocupações estão desaparecendo e agora os investidores estão focado em saber se a economia dos EUA pode manter o seu dinamismo.

Stocks americanos interromperam uma série de cinco semanas de alta na quinta-feira, impulsionado por perdas nos setores industriais e financeiros, com o índice S & P 500 deslizando para o território negativo neste ano, com uma queda de 0,4%.

Hoje é aguardado alguns dados econômicos, mas os mercados permanecem fechados desde a Sexta-Feira Santa, mas é esperado uma semana pesada, com leituras de inflação, divulgação do relatório de empregos dos EUA para março, bem como um discurso da Presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, no Economic Club de Nova York na terça-feira, quando os investidores focarão em seus comentários, esperando por dicas de quando haverá aumentos na taxa de juros.

No início deste mês, o Fed sinalizou que iria aumentar as taxas em apenas duas vezes neste ano, devido previsões de crescimento e inflação mais baixas e seu tom “dovish” motivou os mercados a se preparar para um movimento em setembro, no entanto, autoridades do Fed na semana passada sugeriram que os formuladores de políticas econômicas americanos poderiam agir mais cedo e os mercados começaram a especular que as taxas poderiam subir já na próxima reunião em abril. Enquanto se espera uma volatilidade nos mercados, a maioria acreditam que Yellen irá limpar a confusão criada pela decisão “dovish” do Fed e os consecutivos discursos “hawkish” de seus membros.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 – Core PCE Price Index (renda individual dos cidadãos norte-americanos) e Personal Spending (gastos dos consumidores) e também o núcleo do Personal Consumption Expenditures – PCE (gastos pessoais dos americanos – medida de inflação mais acompanhada pelo Fed);
9h30 – Goods Trade Balance (diferença entre exportação menos importação de bens);
11h00 – Pending Home Sales (mostra contratos assinados de venda de imóveis usados nos Estados Unidos, porém ainda sem conclusão do negócio);

ÍNDICES MUNDIAIS – 7h00:

ÁSIA
Nikkei: +0,77%
Austrália: —%
Xangai Composite: -0,72%
Hong Kong: —%

EUROPA
Frankfurt – Dax: —%
London – FTSE: —%
Paris CAC 40: —%
Madrid IBEX: —%
FTSE MIB: —%

COMMODITIES
BRENT: +0,54%
WTI: +0,79%
OURO: -0,44%
COBRE: -0,03%
NIQUEL: —%
SOJA: —%
ALGODÃO: —%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,32%
SP500: +0,37%
NASDAQ: +0,43%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário e gratuito, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.

via HARAMOTO

RESENHA DA BOLSA – SEGUNDA-FEIRA 28/03/2016