ÁSIA: A maioria dos principais mercados asiáticos praticamente fechou em alta nesta sexta-feira, com investidores de olho na reunião dos ministros de finanças e presidentes dos respectivos bancos centrais do G20 que estão debatendo neste final de semana em Xangai , soluções para impulsionar o crescimento econômico global.

As bolsas chinesas subiram ligeiramente na sequência de uma queda acentuada no dia anterior. O Shanghai Composite Index subiu 0,95%, depois de cair 6,4% na quinta-feira. O Shenzhen Composite fechou 0,12% maior e em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 2,52%. O yuan da China fechou estável a 6,5346 em comparação a 6,5320 da quinta-feira, com autoridades guiando a moeda ligeiramente para baixo em relação ao dólar por quatro sessões consecutivas.

Em um fórum mais cedo hoje, Zhou Xiaochuan, presidente do Banco Popular da China, reiterou que ele não vê razão para a moeda chinesa a cair persistentemente e procurou tranquilizar os investidores de que a economia da China continua forte e que o banco central tem espaço para mais medidas de política monetária, sugerindo possíveis cortes de juros. Segundo analistas, uma queda maior do que  o esperado do yuan, como no verão passado e em janeiro deste ano, acendem preocupações de que a economia da China está pior, sacudindo os mercados ao redor do globo.

No Japão, o índice Nikkei acabou fechando 0,30% maior, a 16,188.41 pontos após avançar 1,41% na quinta-feira, impulsionado por um iene mais fraco, chegando a ficar acima de 113 por dólar, mas fechou em 112,69. Um iene mais fraco é um positivo para as ações de exportadores do Japão. Toyota caiu 0,35%, enquanto Sony subiu 0,17%.

Foi divulgado a inflação do país de janeiro, que estimulou novas preocupações sobre os esforços do país para alavancar sua economia. O núcleo dos preços ao consumidor manteve-se inalterada no ano, em linha com as expectativas, mas abaixo da meta de inflação do Banco do Japão de 2%. No mês passado, o banco central introduziu taxas de juros negativas, numa tentativa de estimular o crescimento econômico. Segundo analistas, o mercado deseja um aumento no programa de compras de ativos do BoJ, mas o QQE (Qualitative and Quantitative Easing) já está em níveis tão altos que está começando a se esgotar.

Contrariando a tendência, S & P / ASX 200 da Austrália fechou praticamente estável, em ligeira baixa de -0,02% em 4,879.96 pontos, com os setores de energia e mineração recuando 0,93 e 0,77%, respectivamente, mas terminou a semana em baixa de 1,5%. As mineradoras Rio Tinto, BHP Billiton e Fortescue caíram entre 2,56 e 3,19%. Na semana, Rio Tinto e BHP Billiton afundaram 6,1%.

Dos resultados da temporada australiana, 47% superaram as expectativas, 21% veio no pior que o esperado, 66% revelou lucros maiores em um ano e 64% aumentaram seus dividendos. A maioria dos grandes bancos tiveram resultados razoáveis ​​e ações expostas à economia australiana, liderada por habitação e ao consumidor foram bem. Ações dos recursos que dependem do exterior caíram mas dentro do esperado.

EUROPA: As bolsas europeias abriram em alta nesta sexta-feira depois de um rali em Wall Street impulsionada por um aumento nos preços do petróleo. O pan europeu STOXX 600 sobe quase 2%.

A abertura positiva ocorre enquanto os ministros das Finanças do Grupo dos 20 (G20) se encontram em Xangai para tentar acalmar os temores sobre o crescimento econômico global. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) pediu ao G20 para chegar a um acordo político urgente numa tentativa de alavancar o crescimento, ecoando uma chamada similar do Fundo Monetário Internacional, o que segundo analistas tem ajudado a empurrar mercados esta semana para cima.

A inflação na França subiu 0,2% em fevereiro, impulsionado por uma recuperação nos preços dos bens manufaturados mas caíram 0,2% em relação a fevereiro passado, puxada para baixo pelas quedas nos preços do petróleo, enquanto os preços ao produtor francês caiu 0,8% em janeiro e 2,5% no ano. CAC 40 sobe quase 2%.

No Reino Unido, o FTSE 100 avança abrindo caminho para uma semana de alta, com ações de mineração e de petróleo e gás subindo. As mineradoras se beneficiam da melhora na China. Anglo American sobe 2,88%, BHP Billiton sobe 4,16%, Glencore dispara 6,16% e Rio Tinto segue com alta de 4,20%. Empresas de energia não ficam para trás. BP sobe 2,44%, Royal Dutch Shell sobe 2,46% e Tullow Oil dispara 6,16%.

Em direção contrária,  Royal Bank of Scotland despenca 7,30% após o banco acabar com a perspectiva de pagamentos de dividendos depois de ter publicado o seu oitavo prejuízo anual consecutivo, resultado de grandes encargos de reestruturação e de conduta.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
10h30 – Prelim GDP (Estimativa para o PIB dos EUA);
10h30 – Prelim GDP Price Index (Índice de Preços do PIB);
10h30 – Personal Income (renda individual dos cidadãos norte-americanos) e Personal Spending (gastos dos consumidores), ambos de janeiro e também o núcleo do Personal Consumption Expenditures – PCE (gastos pessoais dos americanos – medida de inflação mais acompanhada pelo Fed);
10h30 – Goods Trade Balance (diferença entre exportação menos importação de bens);
12h00 – Revised UoM Consumer Sentiment (mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana);
12h00 – Michigan Inflation Expectations (mede a porcentagem que os consumidores esperam do preço dos bens e serviços nos próximos 12 meses);
12h15 – Discurso do membro do FOMC Jerome H. Powell;
15h30 – Discurso do membro do FOMC Lael Brainard;

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário e gratuito, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.

Por HARAMOTO