ÁSIA:  A maioria dos mercados da Ásia tropeçaram nesta sexta-feira, último dia de negociação do mês e do trimestre, com preocupações sobre Deutsche Bank minando o sentimento dos investidores. Segundo analistas, uma combinação de riscos no setor financeiro na Europa, preocupações geopolíticas e debate sobre a política do Federal Reserve tem injetado um grau de apreensão nos mercados.

Os movimentos na Ásia seguiram o movimento de baixa nos EUA, abaladas com um relatório da Bloomberg News de que cerca de 10 fundos de hedge havia cortado a sua exposição ao Deutsche Bank devido a preocupações de que o banco alemão seria afetada por uma potencial multa de US $ 14 bilhões com o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ). As ações do banco listadas nos EUA recuaram 6,67%; Anteriormente elas já haviam caído 9,02%, atingindo a maior baixa em todos os tempos.

Na Austrália, o ASX 200 fechou em baixa de 0,65%, com a maioria dos setores fechando em queda. O setor financeiro fortemente ponderado caiu 1,04%, com os quatro grandes bancos australianos recuando, provavelmente devido preocupações com o impacto do Deutsche Bank no setor bancário global. Todas as mineradoras fecharam em queda nesta sexta-feira. No mês, o ASX200 conseguiu fechar 0,05% maior. As principais mineradoras tiveram um mês forte. BHP Billiton e Rio Tinto avançaram 10,5 e 8,4% no mês. O Banco da Reserva da Austrália manteve as taxas inalteradas em sua reunião de setembro, com muitos analistas de mercado esperando que o banco mantenha também inalteradas no próximo ano.

No Japão, o Nikkei 225 terminou em queda de 1,46%, enquanto o Topix caiu 1,52%.  Ações do setor bancário japonês deslizaram, assim como no resto da região. O setor também foi influenciado por preocupações de que o Banco do Japão diminuiria ainda mais as taxas de depósito para território negativo com intuito de alcançar o seu objetivo de 2% de inflação, tendo em conta os dados fracos de inflação desta sexta-feira. As taxas de juros negativas afetam  as margens de lucro dos bancos.

Antes da abertura dos mercados, dados do governo mostraram que o núcleo do índice de preços ao consumidor do Japão, que exclui os preços dos alimentos frescos, caiu 0,5% em termos homólogos, um pouco mais do que o declínio de 0,4% previsto por uma pesquisa da Reuters com economistas. O índice que exclui alimentos frescos e energia, subiu 0,2% em termos homólogos, com a economia do país ainda em uma tendência decrescente da inflação. Analistas acreditam que será muito difícil atingir a meta de 2% [de inflação], mesmo sob com as novas medidas introduzidas na semana passada pelo Banco do Japão. O iene foi negociado a 100,88 em relação ao dólar, ligeiramente mais fraco de que os 100,73 da sessão anterior e feriu stocks de exportação do Japão.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,86% e no continente chinês, as bolsas contrariaram a tendência de queda e fecharam em alta. O Shanghai Composite adicionou 0,23%, fechando acima dos 3.000 pontos, em 3.005,50, enquanto o Shenzhen Composite ganhou 0,49%. O índice PMI da Caixin de manufatura da China, que mede a atividade das fábricas todo o país, subiu em setembro, apontando para expansão modesta. O índice subiu para 50,1 em setembro, ante 50,0 em agosto e ficou fora do território contracionista pelo terceiro mês consecutivo.

Os principais índices na Tailândia, Singapura e Filipinas também fecharam em queda. Na Índia, o Nifty 50 recuou ligeiros 0,03%, depois de cair 1,76% na quinta-feira. O Sensex que caiu 1,64% na sessão anterior, fechou em baixa de 0,18%. O sentimento no maior país da Ásia do Sul ficou arranhado na quinta-feira, quando a Índia anunciou que seu exército havia realizado “ataques cirúrgicos” contra os terroristas ao longo da Linha de Controle com o Paquistão, que atravessa o território em conflito da Caxemira.

Em Kuala Lumpur, Malásia, a bolsa  foi interrompido temporariamente após o prédio da bolsa de valores receber ameaça de bomba. As negociações foram retomadas à tarde e o KLCI caiu 0,63%.

EUROPA:  As bolsas europeias recuam pressionadas por preocupações com o risco sistêmico apresentado pelos bancos alemães pesando sobre o sentimento dos investidores. O pan-europeu STOXX 600 cai mais de 1,6%.

As ações do Deutsche Bank listadas nos EUA  atingiram o ponto mais baixo de todos os tempos na quinta-feira e pesava sobre o setor financeiro em todo o mundo.  Em Frankfurt, as ações do credor alemão afunda 8,6% nesta sexta-feira, renovando novamente o recorde de baixa. Não diferente, as preocupações com Deutsche Bank também arrasta todo o setor bancário italiano para baixo.

Na quinta-feira, Commerzbank disse que estava cortando milhares de empregos e na sexta-feira, o HSBC cortou o preço-alvo e as ações do banco recuam 6%. Ainda falando sobre o setor, Royal Bank of Scotland (RBS) anunciou uma reestruturação de suas operações de varejo e suas ações estavam em forte baixa.

Frente aos dados econômicos,  uma estimativa provisória de inflação na zona do euro em agosto mostrou um aumento de 0,4% ao ano, em linha com o consenso. O desemprego na zona do euro manteve-se estável em 10,1% em agosto, o mesmo que em julho. No Reino Unido, os números do PIB do segundo trimestre foram revistas para cima, mostrando um crescimento econômico de 0,7%, ante expectativa de uma alta de 0,6%.

O FTSE 100 cai 0,82% após abrir recuando 1,6% no início do dia. Em Londres, nenhum setor  é negociadas em alta, com destaque para a queda do setor financeiro. As mineradoras também seguem em direção ao sul. Anglo American cai 0,9%, Antofagasta  recua 0,7% e Glencore  perde 1,9%. Entre as gigantes, BHP Billiton cai 0,6% e Rio Tinto perde 1,9%. O FTSE 100 vira em direção a uma perda semanal de 0,9%. No mês, segue caminho para uma alta de 1% e uma alta de quase 5,3% no terceiro trimestre. A libra avança 0,0386% para US $ 1,2991, ante US $ 1,2972 na quinta-feira em Nova York, depois que o PIB mostrou que a economia do Reino Unido cresceu a uma taxa anualizada de 2,7% no segundo trimestre, contra uma estimativa anterior de 2,4%.

EUA:  Wall Street segue pronto para abrir em queda nesta sexta-feira, com investidores de olho nas ações do setor financeiro. Na agenda, dados sobre renda pessoal, gastos dos consumidores, núcleo da inflação em agosto, Chicago PMI de setembro e não está previsto discurso de membros do Federal Reserve.

AGENDA ECONÔMICA:
EUA:
9h30 – Core PCE Price Index (renda individual dos cidadãos norte-americanos) e Personal Spending (gastos dos consumidores), ambos de janeiro e também o núcleo do Personal Consumption Expenditures – PCE (gastos pessoais dos americanos – medida de inflação mais acompanhada pelo Fed);
10h45 – Chicago PMI (mede o nível de atividade industrial na região);
11h00 – Revised UoM Consumer Sentiment (mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana);
11h00 – Michigan Inflation Expectations (mede a porcentagem que os consumidores esperam do preço dos bens e serviços nos próximos 12 meses);

ÍNDICES FUTUROS – 8h20:
Dow:  -0,13%
SP500:  -0,15%
NASDAQ: -0,09%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.

via HARAMOTO

RESENHA DA BOLSA – SEXTA-FEIRA 30/09/2016