ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira com investidores esperando a primeira conferência à imprensa de Donald Trump na Trump Tower, em Nova York​, como presidente eleito devendo dar uma introspecção sobre as políticas econômicas de sua administração.

Segundo analistas, empresas automobilísticas, tecnológicas e químicas asiáticas lideram a lista das empresas que ganharão se Trump indicar durante sua conferência de imprensa que ele quer que mais empresas estrangeiras invistam nos EUA e isso indicaria uma mudança na postura política americana, longe das medidas protecionistas como aumento de tarifas e em direção a uma posição pró-investimento que pode ser bom para as empresas asiáticas. Isso pode levar a um dólar mais forte, visto que neste ponto do ciclo econômico com a aceleração da economia e o Fed em um processo de alta de juros, será difícil para os EUA manter um dólar mais fraco, mas um dólar mais forte implica por exemplo, em um iene mais fraco, o que torna os exportadores do Japão mais competitivos.

No Japão, o Nikkei fechou em alta de 0,33%, com o iene desvalorizando frente ao dólar.  Entre os destaques, as ações da Toshiba subiram 4,7% após notícias na mídia dando conta que os seus principais credores concordaram em manter apoio financeiro, mesmo que a empresa tenha que preparar uma gigantesca subscrição em suas operações nucleares nos EUA.

Na Austrália, o ASX 200 subiu 0,19%, liderado por players do subíndice de materiais. As grandes mineradoras avançaram após os preços dos metais saltarem em Londres, provavelmente devido aos dados de inflação e preços aos produtores na China. Rio Tinto ganhou 3,89% e Fortescue avançou 4,53%. BHP Billiton subiu 2,6% após seu CEO dizer que manteve conversas positivas com o presidente eleito Donald Trump na terça-feira. As ofertas de emprego australianas subiram 2,2% sequencialmente para 182 mil no terceiro trimestre. O crescimento é um bom presságio para a contratação nos próximos meses, visto que está bastante claro que o mercado de trabalho australiano está em boa forma.

Atravessando o Estreito Coreano, o Kospi adicionou 1,47%, liderado pela alta de 2,79% da gigante de eletrônicos Samsung Eletronics.

Na China continental, as bolsas recuaram. Shanghai Composite fechou 0,77% menor e o Shenzhen Composite caiu 1,05% e em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,84%.

O índice do dólar seguiu para 102,16 durante o comércio asiático, ante níveis de 101.8 na sessão anterior. Segundo analistas, os operadores de dólar aguardam a conferência de imprensa do presidente eleito dos EUA, Donald Trump nesta quarta-feira e que provavelmente, Trump repetirá tudo que prometeu fazer, dando pequenos detalhes sobre ações mais específicas de sua política. A questão será como os mercados vão reagir. O peso mexicano foi buscar 21,773 por dólar na quarta-feira no comércio da Ásia, depois de cair para um recorde de baixa antes da primeira conferência de imprensa de Trump. O peso mexicano mergulhou quase 17% em relação ao dólar desde a vitória surpresa de Trump. Contra o dólar, o iene foi buscar 115,95, enquanto dólar australiano continuou a ganhar e foi negociado a US $ 0,7378, uma alta de um mês.

No mercado de commodities, os futuros do petróleo avançaram durante o comércio asiático, enquanto o cobre e o zinco subiram na Bolsa de metais de Londres.

EUROPA​: Os mercados da Europa operam entre leves baixas e altas na  manhã desta quarta-feira, com os investidores esperando o  primeiro pronunciamento do presidente eleito dos EUA, Donald Trump.O pan europeu Stoxx 600 abriu em  ligeira baixa com a maioria das principais bolsas abrindo em território negativo. O foco principal para quarta-feira será a identificação real da política de Trump, que deve falar em uma conferência à imprensa mais tarde. Ele também deve esboçar o futuro de seus governo.

Telecoms é um dos setores de melhor com desempenho no início da sessão, após algumas atualizações de seus ratings. O setor automobilístico também sobe. A montadora alemã Volkswagen apresentou um acordo  no valor de US $ 4,3 bilhões para autoridades americanas sobre o escândalo de emissões de poluentes. Suas ações sobem 1,2%. Por outro lado, as concessionárias estão sob pressão. O governo francês abriu a venda de uma participação de 4,1% na empresa de utilidade Engie e suas ações caem mais de 3%.

No Reino Unido. o FTSE 100 abriu em ligeira queda após subir 0,5% na terça-feira, quando registrou o 11º ganho consecutivo e o nono recorde consecutivo para o benchmark de Londres, marcando sua mais longa sequência de fechamentos de alta desde que o FactSet começou a coletar dados em 1986.  A alta das ações é acompanhada por uma persistente fraqueza na libra, com investidores preocupados com a perspectiva de um “Hard Brexit”, que cortaria o acesso das empresas britânicas ao mercado único da União Europeia. A depreciação da libra esterlina normalmente aumenta os ganhos dos exportadores do Reino Unido. A libra cai 0,26% frente ao dólar  na quarta-feira, sendo comprada a $ 1,2155, abaixo dos US $ 1,2167 da terça-feira em Nova York.

Após avançarem no pregão anterior, as mineradoras recuam em Londres. Anglo American cai 0,2%, Antofagasta cai 0,1%, BHP Billiton e Rio Tinto cai 0,5% cada, enquanto Glencore opera em alta de 0,3%.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
13h30 – Crude Oil Inventories (Relatório de Estoques de Petróleo dos Estados);
14h00 – Discurso do Presidente eleito Donald Trump;
16h01 – 10-y Bond Auction (leilão de títulos de 10 anos do governo americano);
16h30 – Discurso do presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley.

ÍNDICES FUTUROS – 7h30:
Dow: +0,04%
SP500: -0,04%
NASDAQ: +0,02%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

via HARAMOTO

Todos os Holofotes se Viram para a Conferência de Trump em Nova York